Lighthouse day

By Marcelo P

Ahh, o sol voltou! Apesar do vento, foi um dia quente. Só mesmo à noite precisei por calça e uma camiseta de manga longa.

Comecei o dia no Memorial dos Irmãos Wright. Foi bem bom. É um parque, que fica no local dos primeiros vôos. Entrei pelo museu, com explicações, fotos e objetos contando a obssessão do Orville e Wilbur por voar. Lá tem uma réplica, em tamanho natural, do avião que decolou ali, em 17 de dezembro de 1903. Mas já quatro anos antes eles estavam trabalhando com planadores e fazendo teste, tentativas etc. Bem, foi legal porque eu peguei uma park ranger dando uma explicação sobre os problemas que eles tiveram que resolver, e mostrando como funcionava o avião. A história que ela conta chega a ser emocionante.

Ao lado desse museu tem a “pista” e uns marcos com as distâncias dos quatro vôos feitos naquela manhã. Pelo que eu entendi, depois aconteceu alguma coisa que detonou o avião. Tipo, bateu uma lufada de vento muito forte, virou o bicho e quebrou tudo. Eles escolheram aquele local por causa do vento forte e das dunas de areia, que possibilitavam uma área sem muitos obstáculos.

Também tem um monumento erguido em pedra, em cima de um monte, homenageando o feito dos Wright. Atrás desse monte tem uma escultura em bronze do momento da decolagem: Orville pilotando, Wilbur ao lado e mais umas pessoas que estavam presentes, além de um fotógrafo, com uma câmera. Achei legal a explicação do artista. A foto tirada na hora mostrava o momento da decolagem vista por trás. Ele quis recriar aquela situação para que pudéssemos observar por outros ângulos e perspectivas.

Depois comecei a descer os outerbanks, fazendo várias paradas no caminho. Parei no farol de Bodie Island e passei por algumas praias desertas e outras cheias de surfistas, windsurfistas e kitesurfistas. Descendo mais cheguei em Cape Hatteras, e mais um farol, o mais alto dos Estados Unidos. Esse dava pra subir, então lá fui eu.

Mais pra baixo tive que pegar uma balsa (de uns 20 minutos navegando) para chegar em outra ilha, Ocracoke Island. É onde estou agora. Aqui, ainda fui ver um outro farol, mais diferente, mais gorducho e então fui procurar um lugar pra ficar. Já era fim de tarde e pra sair daqui só fazendo o caminho inverso ou pegando outras balsas, que levam umas duas horas e meia pra chegar no continente.

Aqui não tem Mc Donald’s, Starbucks ou Holiday Inn. É quase como uma vila. Acabei escolhendo esse hotel que tinha wifi. Quando cheguei a menina da recepção estava no carro, indo embora (não eram nem seis horas), mas daí ela abriu de novo pra me receber. Que sorte.

Larguei o carro aqui e tentei dar uma volta, mas aqui não tem nada específico (tirando o farol) para ver. Voltei pro quarto, tomei banho e fui até a ponta da ilha onde consegui pegar um pôr do sol. Como estava morrendo de fome (nem lembro a última vez que realmente almocei) saí pra comer alguma coisa. Fui no Howard’s Pub – que é o lugar mais famoso aqui. Amanhã preciso pegar a balsa das 10:30, senão só à tarde.

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