Hold on to that feeling…

By Marcelo P

Cara, hoje eu tive dia de mulher, hahaha. Brincadeira.
Não, mas é sério.

Pois é. Dormi um pouco mais e então me arrumei e fui passar o dia em Chapel Hill. No caminho me lembrei de uma coisa. O lugar que rolou o show ontem é conhecido como Farmers’ Market. Mercado dos Fazendeiros, sei lá. E o Win Butler, do Arcade Fire, comentou que hoje era o trigésimo aniversário do lugar e que todos deveriam ir lá prestigiar e suportar o comércio local.

Pensei, deve ser interessante. Acabei indo pra lá. Parei o carro no mesmo lugar e fui dar uma volta ali. Era uma feirinha, com as pessoas vendendo produtos e plantas e flores. Bem bacaninha e simpático. It’s a simple life. Se eu gostasse de geléia teria comprado uma.

Como o carro já tava parado – e de graça – resolvi deixar ele lá e andar a pé pelas ruas principais (Main St em Carrboro e Franklin St em Chapel Hill; uma é continuação da outra). Estava um dia bem bonito, com várias pessoas na rua, crianças, cachorros etc.

Primeiro parei num shoppingzinho chamado Carr Mill, procurando uma loja chamada Wootini. É tipo uma artshop. Na frente tem um espaço para exposições e mais no fundo a loja propriamente dita. Muuuito legal. O cara tava rolando um Belle & Sebastian. Fiquei olhando os toys, mas os bacanas eram meio caros. Mas eles também tem livros. Então fiquei lá viajando. No final das contas, comprei um de Rock Posters dos anos 90. Daí achei uns bonequinhos do Tim Burton que eram mais baratinhos (mesmo porque são industrializados). Daí peguei esses bonecos também.

Saí de lá e dei uma passada na frente do Cat’s Cradle pra ver se ia ter mais algum show interessante por essas datas. Mas não vi nada de novo. Passei por todo comércio de Chapel Hill e fui parar na University of North Carolina. Na verdade, a universidade está no meio da cidade e vice-versa. É como um imenso parque, todo arborizado, com os prédios espalhados.

Nos gramados, o pessoal ficava deitado, jogando frisbee, brincando com as crianças ou cachorros. Dei um rolê até um certo ponto e daí também fiquei lá lagarteando. Descobri um bosque no meio do campus, com os todos os tipos de árvores e matos e plantas e flores. Tudo com plaquinhas identificando. Era o jardim botânico, da faculdade de biologia. Fiz outra parada ali.

De volta à Franklin Street, passei numa lojinha da faculdade e comprei uma camiseta e um boné da UNC. É impressionante. Eles têm tudo. Todos os tipos de roupas, todos os esportes, todos os tamanhos. Tudo com o “North Carolina”.

Já era mais que hora do almoço e eu parei no Carolina Brewery. Sentei no balcão, em frente aos tonéis de fermentação, e pedi o cardápio de cervejas. Acabei escolhendo a Sky Blue Golden Ale, prata no mundial de cerveja. Tinha até uma outra que tinha sido ouro, mas eu quis a “Céu Azul” mesmo. Olha, tá aliii com a Colorado. Muito boa. Como eu estava a pé, tomei outras.

Eu não queria comer hamburguer, mas não teve jeito. Pedi um Tar Heel Burguer. “Tar Heel” é o apelido do estado e dos habitantes aqui na North Carolina. Eu não sabia o que significava, achava que era um bicho; então perguntei pro barman. Daí ele explicou que era uma velha história que as pessoas contavam, do tempo da guerra civil. As tropas norte-carolíneas não arredavam pé daqui, como se tivessem ‘tar’ no seus ‘heels’ (calcanhares). Eu perguntei o que era ‘tar’ e ele falou “you know, aquela substância preta grudenta…” e daí eu lembrei: piche (ou pixe??). Calcanhares de piche!!

Saí dali e passei no lojinha de Comics incrível. Passei mal. E eu ainda estava meio tchubilu né. Tinha tudo e uns livros bem legais. Mas me segurei. Daí achei uma loja de discos e não teve jeito. Aí eu passei mal mesmo. Fiquei olhando tudo, mas parei numa seção de música local, mas nada me chamou muito a atenção. Pra não passar em branco, comprei um Portastatic usado. E só. Saí dali rapidinho.

Então voltei pro campus e fui no Morehead Planetarium. Era bem legal e conceituado, tendo servido de treinamento pros astronautas americanos nas décadas de 60 e 70. Tinha uma lojinha, uma exposição arqueológica sobre os ‘antigos carolíneos’ e uma outra sobre ciências, com várias interatividades. Sentei num terminal e pedi pra examinar umas estrelas. Eles tem uns telescópios no Chile que são operados (também) remotamente e ficam varrendo o céu. Preenchi o meu e-mail e assim que o céu permitir o telescópio vai tirar uma foto da minha nebulosa e disponibilizar. Tinham outras coisinhas bacanas também e projeções e informações. Gostei.

Daí peguei um show sobre a vida no universo no teatro do planetário propriamente dito. Bem legal. Acho que eu nunca tinha ido num show de planetário antes. Bom, eu fui no da fonte da juventude em St Augustine, mas era muuito velho. Esse era fino!

Saindo de lá ouvi uma música rolando numa daquelas casas gigantes de fraternidades que ficavam ali em frente. Queria ver se tava rolando uma fiesta, hahaha. Mas cheguei mais perto e era “Don’t Stop Believing” do Journey. E nem tinha nada mesmo.

Comecei a voltar para o carro, que a essa altura estava bem longe.
Agora estou aqui escrevendo esta e pensando no que fazer. See you.

Uma resposta para “Hold on to that feeling…”

  1. Gabriel Boaventura Disse:

    Dá-lhe Colorado!!!!!!!!!
    Velho, será que ninguém escuta um PEEESO aí não?
    Pô…

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